Domingo, 21 de Outubro de 2012
Morreu Manuel António Pina

                                                             O blog está de Luto

 

Morreu Manuel António Pina( 1943- 2012), escritor, poeta e cronista do Jornal de Notícias onde foi, também

editor e chefe de redação durante 30 anos. Como já aqui noticiáramos, foi galardoado com

o Prémio Camões em 2011, o mais importante prémio literário português.

Segundo várias personalidades do mundo literário, Portugal perdeu uma voz transparente e

verdadeira que encontrava na poesia a casa do seu ser.

 

 

                Não o Sonho


Talvez sejas a breve
recordação de um sonho
de que alguém (talvez tu) acordou
(não o sonho, mas a recordação dele),
um sonho parado de que restam
apenas imagens desfeitas, pressentimentos.
Também eu não me lembro,
também eu estou preso nos meus sentidos sem poder sair. Se pudesses ouvir, aqui dentro, o barulho que fazem os meus sentidos,
animais acossados e perdidos
tacteando! Os meus sentidos expulsaram-me de mim,
desamarraram-me de mim e agora
só me lembro pelo lado de fora.

Manuel António Pina, in "Atropelamento e Fuga"



publicado por BE Lerporquesim às 22:33
link do post | comentar | favorito

Terça-feira, 12 de Junho de 2012
Feira do Livro do Porto

 Para os amantes da Coleção CHERUB:   Não percam a vinda do escritor ao Porto!!

 

 

E lembra-te: podes encontrar alguns dos exemplares desta coleção na tua

Biblioteca!



publicado por BE Lerporquesim às 22:09
link do post | comentar | favorito

Sábado, 9 de Junho de 2012
Video- Conferência com Maria Teresa Gonzalez

Recentemente a Equipa de BE organizou uma Video- Conferência com a escritora

Maria Teresa Gonzalez, uma autora tão apreciada pelos nossos leitores adolescentes.

A sua escrita abre portas ao universo do Homem e das suas relações interpessoais, das fraquezas mas também dos sonhos e afectos. Ouvi-la faz-nos perceber quem a mulher e excepcional ser humano que "se esconde" por detrás d`A Lua de Joana, Recados da Mãe, Ser Invulgar, Quase adolescente, e tantas obras que desafiam o adolescente a ser melhor.

Podes encontrar alguns dos seu livros na tua BE.

Deixamos aqui um " cheirinho" desse momento que surpreendeu quem a ouviu:

O que disseram os alunos:
Aprendemos todos com os nossos próprios erros. E com as experiências
partilhadas com os outros, crescemos com essa ajuda. Obrigada por isso!
                                                                            Cláudia Rodrigues
 Maria Teresa Gonzalez: vamos todos ser felizes porque, com
pessoas como a senhora, o mundo é um lugar mais feliz!
                                                    Ana Mota

 

 



publicado por BE Lerporquesim às 19:39
link do post | comentar | favorito

Segunda-feira, 7 de Maio de 2012
Palavras para a minha Mãe

Palavras para a Minha Mãe 

 mãe, tenho pena. esperei sempre que entendesses
as palavras que nunca disse e os gestos que nunca fiz.
sei hoje que apenas esperei, mãe, e esperar não é suficiente.

pelas palavras que nunca disse, pelos gestos que me pediste
tanto e eu nunca fui capaz de fazer, quero pedir-te
desculpa, mãe, e sei que pedir desculpa não é suficiente.

às vezes, quero dizer-te tantas coisas que não consigo,
a fotografia em que estou ao teu colo é a fotografia
mais bonita que tenho, gosto de quando estás feliz.

lê isto: mãe, amo-te.

eu sei e tu sabes que poderei sempre fingir que não
escrevi estas palavras, sim, mãe, hei-de fingir que
não escrevi estas palavras, e tu hás-de fingir que não
as leste, somos assim, mãe, mas eu sei e tu sabes.

José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão"



publicado por BE Lerporquesim às 00:02
link do post | comentar | favorito

Domingo, 19 de Fevereiro de 2012
Curiosidades de escritores

Este ano comemora-se o bicentenário do nascimento do escritor inglês Charles Dickens.

O autor de Oliver Twist ou de Um conto de Natal, começou a trabalhar com 12 anos numa fábrica, a colar rótulos em latas de graxa. Quando regressou à escola não se destacava dos outros colegas, apesar de ser relativamente bom a matemática, inglês e latim. Era popular entre os colegas, adorava charadas, corridas, jogar críquete e pregar partidas.

Já adulto, depois de horas a escrever, Dickens pedia um balde de água fria. O empregado já não estranhava o ritual. O balde chegava e o escritor mergulhava as mãos e a cabeça por uns segundos. Em seguida limpava-se com uma toalha e voltava a escrever. Tinha milhares de personagens na cabeça e tantas histórias para contar que o tempo era pouco.

Mas ainda havia tempo para leituras públicas e digressões literárias e era capaz de passar duas horas a cumprimentar os fãs.   

in jornal i



publicado por BE Lerporquesim às 20:17
link do post | comentar | favorito

Domingo, 8 de Janeiro de 2012
Ler melhor Claraboia

Eis uma sugestão de leitura, sobretudo para os alunos do

secundário.Trata-se de forma de conhecer melhor Saramago,

numa escrita anterior àquela que osalunos descobrem em

"As Intermitências da Morte" ou " Memorial do Convento".




publicado por BE Lerporquesim às 19:09
link do post | comentar | favorito

Domingo, 15 de Maio de 2011
Prémio Camões

   

 "Onde sinto meu sangue é na poesia"

 

 

Manuel António Pina, escritor, cronista no Jornal de Notícias,

galardoado com Prémio Camões, o mais significativo prémio 

literário português.


 

 



publicado por BE Lerporquesim às 01:54
link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 11 de Maio de 2011
O livro versus e-reader
 

Sepúlveda é um firme defensor do livro, em oposição aos leitores electrónicos,

objectos “frios e sem personalidade”, diz.

O escritor chileno está optimista “ Fala-se muito sobre a mudança do livro, mas

acho que, nos próximos 30 anos, o livro de papel continuará a ser favorito, pela

enorme sensualidade que tem o objecto.” O livro, nas palavras de Sepúlveda, é

algo quente, plenamente manipulável”, enquanto o método electrónico é “ um

objecto frio, sem personalidade, que não nada”.

Além dos velhos hábitos, o gosto de Sepúlveda pelo papel mantém-se também

pelas limitações da electrónica:” não podes estar ao sol com um e-reader porque

não vais conseguir ver nada, não podes ir à praia com um e-reader, porque a areia

vai estragar o ecrã”.

Sepúlveda acha ”possível que se imponham novas formas de apresentar os livros”,

mas a metodologia de escrita continuará igual.” Uma pessoa sentada, em frente ao

papel, a contar uma história".

 



publicado por BE Lerporquesim às 16:21
link do post | comentar | favorito

Dá que pensar!...

 

A China continua a usar de medidas repressoras quando discorda das ideias dos seus

artistas e intelectuais. Se bem que não seja novidade, é, no entanto, lamentável que

uma das mais importantes e promissoras economias do mundo, não se empenhe na

defesa dos direitos fundamentais dos seus cidadãos. Falamos aqui da liberdade de

expressão.

Desta vez foi o escritor Liao Yiwu que se viu impedido de sair do país para apresentar

na Austrália o seu mais recente trabalho. Liao Yiwu é um escritor polémico já que as

suas obras continuamente desafiam a censura da ditadura chinesa e falam abertamente

da violação dos direitos humanos naquele país. Frequentemente os seus livros são mal

recebidos pelo governo que, rapidamente, censura e proíbe os seus livros.

Em 1989 escreveu um poema, Massacre, em que condenou as mortes da praça de Tiananmen,

por parte do governo chinês. Por isso esteve preso 4 anos. Agora, volta a correr risco

de ser preso com a sua obra, God is red, "uma história secreta de como o cristianismo 

sobreviveu e floresceu na China comunista."

Apesar de todos os obstáculos, Liao Yiwu não desiste da sua escrita mesmo que esta

lhe possa custar a liberdade. Em defesa da liberdade de pensamento, da palavra que é

poder, refere: “Eu sou um escritor e nunca me considerei um dissidente político. Para

ganhar e preservar a nossa liberdade e dignidade, não há outra forma que não seja lutar.”

Refira-se que Liao Yiwu não tem nenhuma obra traduzida para português.



publicado por BE Lerporquesim às 00:36
link do post | comentar | favorito

Terça-feira, 15 de Março de 2011
Vozes

"Nunca vou ter tempo para escrever tudo o que queria (.). A sensação que tenho

é que somos intermediários entre duas instâncias que nos excedem, que nos

ultrapassam, que não entendemos. Eu sei que vou morrer, mas tenho de continuar

a trabalhar, para que o meu trabalho fique e os meus livros continuem a interpelar

as pessoas»      Antonio Lobo Antunes, na apresentação de Sôbolos,Rios que Vão, Museu da Água


                        Salvador Dali,

                   A persistência da memória

 



publicado por BE Lerporquesim às 11:55
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim
.Janeiro 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


.posts recentes

. Morreu Manuel António Pin...

. Feira do Livro do Porto

. Video- Conferência com Ma...

. Palavras para a minha Mãe

. Curiosidades de escritor...

. Ler melhor Claraboia

. Prémio Camões

. O livro versus e-reader

. Dá que pensar!...

. Vozes

.arquivos

. Janeiro 2013

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Janeiro 2009

. Outubro 2008

. Março 2008

. Janeiro 2008

. Maio 2007

.tags

. todas as tags

.links
.pesquisar